O Mamelodi Sundowns, comandado pelo técnico português Miguel Cardoso, não saiu do zero a zero neste domingo em sua visita aos angolanos do Wiliete, em duelo válido pela fase de qualificação da Liga dos Campeões Africana. O resultado deixa tudo em aberto para o jogo de volta, marcado para sexta-feira, na África do Sul, onde os atuais detentores do título tentarão garantir a vaga na competição diante de sua torcida.
Sundowns busca resposta em casa
Como campeão em título, o Mamelodi Sundowns chegava a Angola na condição de favorito, mas esbarrou em uma defesa organizada do Wiliete, que segurou o empate sem gols e levou a decisão para o jogo de volta. Para Miguel Cardoso, o resultado fora de casa não compromete as chances de classificação, mas tira a tranquilidade de uma vitória antecipada e coloca pressão extra sobre a equipe sul-africana, que precisará ser mais incisiva ofensivamente diante do próprio público.
Rui Almeida também vê eliminatória em aberto
Outro treinador português em ação no continente africano, Rui Almeida teve um domingo com sabor parecido. Seu Maghreb Fez, do Marrocos, ficou no empate por 1 a 1 diante do ASEC Mimosas, da Costa do Marfim, também pela qualificação da Liga dos Campeões Africana. A equipe marroquina chegou a sair na frente com gol de Chabani, aos 31 minutos, e parecia caminhar para uma vitória importante antes da decisão da eliminatória. Porém, já nos acréscimos do segundo tempo, aos 46 minutos da etapa final, Bamba empatou para o ASEC Mimosas e frustrou a tentativa marroquina de abrir vantagem na ida.
O que está em jogo
Tanto o Mamelodi Sundowns quanto o Maghreb Fez agora terão de resolver suas eliminatórias nos jogos de volta, em confrontos que prometem ser decididos nos detalhes. Para o Sundowns, o desafio é reverter a passividade ofensiva mostrada em Angola e aproveitar o fator casa para avançar de fase. Já Rui Almeida precisará lidar com o impacto psicológico de um gol sofrido nos minutos finais, algo que costuma pesar na preparação para o confronto decisivo. Resultados como esses reforçam como a Liga dos Campeões Africana tem se tornado uma competição cada vez mais equilibrada, na qual tradição e investimento não garantem automaticamente a classificação.